+ Frases de Chico Buarque + Crónicas literárias de Lustato Tenterrara
Tamanho é o meu Amor!
(Antero Vaz de Andrade)
"Maior...
Muito maior que o maior de todos os amores,
é o meu amor por ti.
Porque eu te amo assim
desgraçadamente ciente
do tamanho do teu desamor por mim!"
(Antero Vaz de Andrade)
Poesia de Antero Vaz de Andrade gentilmente cedida pela Editora Esopo,
para publicação nos sites, blogs, páginas literárias, grupos, redes
e comunidades associadas da Rede Brasil Poesias
e do site Amor & Poesias Messenger Love & Passion of Lustato
Tenterrara
Chico Buarque, eu o descobri, a primeira vez, no LP (leia-se Long-Play) Meus Caros Amigos. E sua genialidade na música "Corrente", que nem é assim tão conhecida nem aclamada, nem
aplaudida. Considero-a, mesmo, uma injustiçada. Talvez por que não fala de amor, nem de mulher, nem de saudade, nem de relações amorosas. Corrente, a música, a letra, é realmente uma
injustiçada.
Você não vê ninguém por aí sequer lembrando da música, nem da letra. E que belo exercício de capacidade e talento fez brotar tão meritória, porém silenciosa e injustiçada canção?
1976 - Meus Caros Amigos
01. O Que Será (À Flor da Terra)
02. Mulheres de Atenas
03. Olhos Nos Olhos
04. Você Vai Me Seguir
05. Vai Trabalhar Vagabundo
06. Corrente
07. A Noiva da Cidade
08. Passaredo
09. Basta Um Dia
10. Meu Caro Amigo
Decerto que a injustiça que lhe abate é decorrente mesmo de que trata-se de uma canção que teve o seu tempo, a sua determinação temporal, a sua única finalidade, a de vencer a barreirta
da censura que imperava na ditadura do regime militar que governava o Brasil. E passou com louvor. Tanto louvor que poucos se deram conta de que a música era p'ra ser lida
verso-a-verso, porém no sentido inverso. Do último, para o primeiro. No entanto, do mesmo LP, todas as demais são conhecidas atuais de qualquer pessoa que cultue a boa música popular
brasileira. O que se pode dizer de "Basta um Dia"? "Passaredo"? "Você Vai Me Seguir"? "Olhos nos Olhos"? "Mulheres de Atenas"? "O que será"? A Noiva da Cidade?, "Vai Trabalhar
Vagabundo?, "Meu Caro Amigo"?
Como algum adolescente pode ouvir tanta qualidade literária e não internalizar tantas mensagens subliminares. Foi alí, naquele disco, onde nenhuma daquelas músicas pode ser deixada de
lado, que Chico passou a fazer parte do meu universo e pensamentos, para nunca mais sair.
Aquilo era arte. De verdade. E eu estava grato por ter recebido a graça de conhecer aquele talento, aquela voz marcante, somente dele, sem similar, sem imitadores, única, singular.
Desde aquele tempo me causa (não vou dizer asco... Mas já que disse) repulsa ouvir outras vozes cantando músicas de Chico Buarque.
Pois bem, retornando à minha adolescência, estava - eu - de passagem por Teresina, em férias escolares da Escola Técnica Federal de Pernambuco. E como sempre, minhas férias sempre
incluiam uma temporada em Teresina. Mesmo que eu fosse a Brasília, o retorno seria por Teresina. Naquele tempo, ainda nem sabia o que era o Governo Militar, o seu verdadeiro sentido.
Fui levado a ir descobrindo pouco-a-pouco, nas conversas que mantinha com um meu primo (que éramos unha e carne, desde criancinhas... Um irmão. Um mais que irmão. A vida tratou de
separar-nos de forma irremediável, mas ainda nutro por aquele verme um bom sentimento de amor fraterno).
Pois foi ele que me apresentou à verdadeira música popular brasileira. Apesar de sua voz inaudível, no entanto tocava violão, e uns acordes, e a "radiola" na sala, ouvindo Chico
Buarque... Aqueles discos de vinil, parece, tinham alma. Não era essa coisa fria e sem vida dos CDs. O Long-Play tinha cheiro. Tinha encarte. Tinha as letras. Era algo assim
espetacular. Comprar um LP era um ritual. Depois chegamos a ouvir também outros ícones. Caetano, Gal, Bethânia, Milton Nascimento, Clube da Esquina, Elis e os aviões da Panair, Minas,
Geraes.
Lembro, de volta a Recife, do meu primeiro Long-Play que comprei de Milton Nascimento. Lembro do cheiro, da sensação, com a mesma clareza com que lembro o apalpar do primeiro seio de
uma mulher: me foge o nome, mas o apalpar, o fogo, o êxtase, ainda hoje permanece na lembrança. Fé Cega, Faca Amolada; Sabor de Vidro e Corte... Milton fez renascer poesia dentro do meu
coração.
Mas alí, em Teresina, naquele meu primeiro despertar musical-social, ouvi falar de Vandré. Das barbáries que o Sistema fez contra ele por causa da música "Pra não dizer que não falei
das flores". Fiquei estupefado. Compreendi, então, a grande massa encefálica que moveu Chico Buarque a compor "Corrente" e os riscos que correu apresentando-a para aprovação pela
"censura federal'.
Um homem de coragem, podemos assim dizer. Claro que costas largas, família tradicional, grandes personalidades e ligações familiares estavam por trás dessa "coragem". Mas não lhe tira
os méritos, pois a DITA-DURA nada respeitava quando queria lançar alguém nos porões do DOI-CODI, de onde poucos saíram com vida para contar das torturas, choques, paus-de-arara e tudo
que seja insano que naqueles porões ocorria.
Bom... E'ta passando o tempo e nem falei do excelente álbum Almanaque, de Chico, já no início da década de 80. Não poderia supor que Chico fosse capaz dessa façanha, de lançar um novo
álbum com qualidade similar ou superior à Ópera do Malandro ou a Samambaia. Mas ele o fez.
Adiante, algumas frases, fragmentos, de composições de Chico Buarque.
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Não sei terminar um artigo sem dizer mais nada, ainda mais se for um término copiado (e creditado) de aslgum site, como o texto intermediário acima, mantido os links ativos
originais.
Então é isso! Quis abrir este tópico para que você, prezado leitor, adicione na caixa de texto "Responder esta" (em algum forum-tópico de comunidade), ou na caixa de texto "comentar",
responda publicando alguma frase do Chico, algum fragmento de suas composições. Li, em algum lugar, que o Chico Buarque não se considera um poeta, mas um compositor. Talvez tenha razão,
vez que compõe letra a partir de uma dada melodia. Mas não deixa de ser poesia qualquer frase ou verso de suas composições. É sim um poeta, Chico Buarque.
E dos maiores que já passaram por este mundo de meu Deus. E se a composição "Cais" de Milton Nascimento não existisse, Chico seria o maior poeta vivo desta contemporaneidade. Fica,
então, com o título de os dois melhores poetas vivos da atualidade: Chico e Milton Nascimento.
E o resto?
O resto, não é resto. É nata da mais fina flor, de modo que falar de uns e não mencionar outros será uma injustiça, pois temos, atualmente, cerca de uns cem compositores poetas de
primeira grandeza: O que dizer de Caetano? De Paulo e André Barata? De Gonzaguinha? de Cazuza? de Paralamas do Sucesso? da Blitz? dos Mamonas Assassinas (e que se foram num dia de um
meu aniversário - nunca mais fiz festa de aniversário.)?
Prólogo: Sei que logo aqui no começo, parece um emaranhado de letras... Sei também que repito muito, aqui no começo, uma frase em inglês: I Believe in God. Sabe o que é, meu querido
leitor, é que a frase tem muito e tudo a ver com o final do filme Hair - The Movie. Muito mesmo. É a frase que Claude (um dos protagonistas) repete exaustiva e desesperadamente, enquanto é
embarcado qual uma manada de gado, num avião cargueiro, aquela 'manada' de homens embarcando de encontro à morte. Veja no vídeo desta crônica em que passa o último ato da Ópera-Rock Hair The Movie,
assim que começa o rock Manchester in England (o penúltimo vídeo desta publicação). Garanto a você, prezado leitor, que ficará repetindo, ecoando em seus pensamentos a frase final de
Claude: I believe in God! (...) I believe that's God believes in Claude... That's me, that's me... That's me! Bom...Mas deixemos de
conversa, que estamos aqui a divagar... Pule essa parte inicial... E adentre logo na Crônica e sinopse que se inicia logo mais (um palmo) abaixo. Ah! Leia mesmo a sinopse. Você não precisa saber
inglês para comprender as letras de rock do filme. O filme fica auto-explicativo, após a leitura da sinopse. Boa leitura. Lustato Tenterrara
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Hair The Movie, by Lustato Tenterrara: Good Morning 'Sasha' in Starshine! (I now, the correct letter says: Good Morning Starshine) Hair The Movie: "I Believe in God... And I believe that God
believes in Claude... That's me, that's me, that's me": Uma Crônica, à guisa de Sinopse, by Lustato Tenterrara
Good Morning 'Sasha' in Starshine! (I now, the correct letter says: Good Morning Starshine) "Hair The Movie": "I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's
me, that's me, that's me!" Hair - The Movie"I Believe in God... And I believe that God believes in Claude...
That's me, that's me, that's me!"Sinopse by Lustato Tenterrara Uma Crônica, à guisa de Sinopse
Image: Hair - The Movie! (Lustato Tenterrara)
Hair - The Movie
"I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's me, that's me, that's me!"
Sinopse by Lustato Tenterrara
Uma Crônica 1, à guisa de Sinopse
Um grande homem, que ora me falha o seu nome - na memória - já disse que acreditar na existência do universo e da vida sem a existência de Deus, é o mesmo que acreditar que um dicionário é obra de
uma mera explosão em uma tipografia. Outro - que também me falha o nome na memória, mas me lembro que era, é, ou foi, um cientista - disse certa feita: "Quanto mais olho para o céu, para o
movimento dos astros, estrelas, planetas, constelações, mais acredito na existência de um Criador!".
Bom Dia, Sasha! Nunca duvide da divina condição de nossas existências. Somos todos Deuses... Apenas não nos apercebemos disso.
Lustato Tenterrara says:
See the Opera-Rock "Hair - The Movie": One of the two best films in the whole history! Hair - The Movie
"I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's me, that's me, that's me!" Sinopse by Lustato Tenterrara Uma Crônica 2, à guisa de Sinopse
O jovem que neste momento lê estas linhas não pode imaginar... Não pode sequer conceber os horrores de uma guerra...
Hair - The Movie é uma Ópera-Rock. Considero-o o melhor de todos os filmes já produzidos em toda a história de nossa civilização. Um manifesto à paz. Jovens que se encontram, se conhecem e se
amam durante o burburinho social-fumegante de manifestações pela paz, e suas convocações para o serviço militar, ao tempo da Guerra do Vietnã e do boom do movimento hippie.
Claude é uma espécie de irreverente pacifista de cabelos longos, e líder de sua trupe de amigos hippies. O filme é uma excelente ópera-rock, que se inicia no exato momento seguinte em que queimam,
numa fogueira armada em um parque, suas convocações para o serviço militar.
A primeira música da ópera-rock, Aquarius, dá uma mostra do que devemos esperar do desenrolar de toda a trama:
"Quando a lua entrar na Sétima Casa,
e Júpiter se alinhar com Marte...
Então, a paz vai guiar os planetas,
E o amor irá orientar as estrelas..."
"When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars"
Enquanto se divertem no parque, conhecem George, um jovem do interior, "alienado" dos movimentos pacifistas, e que está chegando à cidade para cumprir o serviço militar. Sequer passa na cabeça
daquele jovem patriota a hipótese de não servir à sua pátria, chocando-se, desta feita, com os costumes, ideologias e irreverências dos pacifistas hippies e suas manifestações contra a ordem social
instaurada.
Hair - The Movie Vídeo: "Aquarius" Áudio em Inglês, Legenda em Alemão
Aquarius in Hair - The Movie
"When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
No more falsehoods or derisions
Golden living dreams of visions
Mystic crystal revelation
And the mind's true liberation
Aquarius! Aquarius!
When the moon is in the Seventh House
and Jupiter aligns with Mars
Then peace will guide the planets
And love will steer the stars
This is the dawning of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
As our hearts go beating through the night
We dance unto the dawn of day
To be the bearers of the water
Our light will lead the way
We are the spirit of the age of Aquarius
The age of Aquarius
Aquarius! Aquarius!
Harmony and understanding
Sympathy and trust abounding
Angelic illumination
Rising fiery constellation
Travelling our starry courses
Guided by the cosmic forces
Oh, care for us; Aquarius!"
Aquarius in Hair - The Movie "When the moon is in the Seventh House and Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars This is the dawning of
the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius! Harmony and understanding Sympathy and trust abounding No more falsehoods or derisions Golden living dreams of visions Mystic crystal
revelation And the mind's true liberation Aquarius! Aquarius! When the moon is in the Seventh House and Jupiter aligns with Mars Then peace will guide the planets And love will steer the stars This
is the dawning of the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius! As our hearts go beating through the night We dance unto the dawn of day To be the bearers of the water Our light will
lead the way We are the spirit of the age of Aquarius The age of Aquarius Aquarius! Aquarius! Harmony and understanding Sympathy and trust abounding Angelic illumination Rising fiery constellation
Travelling our starry courses Guided by the cosmic forces Oh, care for us; Aquarius!"
Claude e sua turma ao descobrirem que aquele seria o último dia de liberdade daquele jovem interiorano, antes dele incorporar-se às forças armadas, decidem congregá-lo, como se fora (fôra) uma
espécie de "ultimo desejo dos condenados à morte".
Assim, cuidam de integrar George em seus costumes e orgias de amor, sexo, drogas e liberdades, aproveitando-se de terem percebido o olhar apaixonado que o jovem lança em direção a uma linda garota
da alta sociedade que conhecem, todos, naquele exato momento, quando ela desfila, por entre eles, em uma surreal e sexy equitação rupestre.
Enquanto armam artimanhas para unir o jovem casal, Claude e sua turma levam os expectadores a contestar os dogmas sociais vigentes, ora pensando não apenas nas lutas sociais, mas também na
felicidade individual de todos os seres. Irreverências à parte e em meio a confusões, prisões e exposição de seus próprios traumas individuais - de cada um dos integrantes da tribo pacifista - em
episódios pinçados, isolados, mas que se unem, todos, em musicais de elevado porte, os quais, inobstantes a diversidade de temas, produzem um conjunto final unitário de rara beleza poética, o que
alça "Hair - The Movie" à categoria de melhor musical já produzido na história da arte e de nossa civilização, envolvendo os espectadores numa ópera-rock, com brilhantes coreografias
musicais que ocorrem em cada um dos episódios da trama que vivem todas as personagens.
Assim, induzem os expectadores a pensar sobre as relações sociais, a paz, o pacifismo, o amor, a amizade, o indivíduo, a diversidade de grupos sociais, a liberdade, carpe diem, o racismo,
o militarismo, as guerras, a subserviência, a insurreição... A morte!
O certo é que, inobstante as liberdades vivenciadas com a trupe pacifista, o jovem interiorano George permanece inabalado em sua convicção de servir à pátria e, separando-se da trupe, incorpora-se
ao exército dos Estados Unidos da América do Norte, iniciando o seu treinamento militar, também retratado musicalmente de forma ímpar.
Após certo lapso temporal, vê-se a namorada do jovem soldado, em companhia da intéprida e pacifista trupe - liderada por Claude - em um automóvel conversível, dirigindo-se à base militar, com o fim
de proporcionar ao amigo interiorano, alguns momentos de prazer antes de o mesmo embarcar em missão de guerra em território vietnamita.
Enquanto dirigem em um descampado que lembra a vastidão de um território texano, embalam os expectadores em um momento de amor e amizade, com a peculiar música "Good Morning Starshine",
onde "a Terra diz 'hello'" e a animada trupe repete refrões de lá-lá-ra-li-lá:
"... Gliddy glub gloopy; Nibby nabby noopy La la la lo lo...
Sabba sibby sabba; Nooby abba nabba Le le lo lo...
Tooby ooby walla;
Nooby abba nabba
Early morning singin' song..."
Hair - The Movie Vídeo: "Good Morning Starshine" Áudio em Inglês, sem legendas
Good Morning Starshine in Hair - The Movie
"Good Morning Starshine
The earth says "hello"
You twinkle above us
We twinkle below.
Good Morning Starshine
You lead us along
My love and me as we sing
Our early morning singin' song
Gliddy glub gloopy;
Nibby nabby noopy
La la la lo lo...
Sabba sibby sabba;
Nooby abba nabba
Le le lo lo...
Tooby ooby walla;
Nooby abba nabba
Early morning singin' song.
Good Morning Starshine
The earth says "hello"
You twinkle above us We twinkle below.
Good Morning Starshine
You lead us along
My love and me as we sing
Our early morning singin' song
Singin' a song, humming a song
Singing a song...
Loving a song, laughing a song
Singing a song...
Sing the song;
Song the sing
Song song song sing
Sing sing sing sing song
Song song song sing
Sing sing sing sing song
Good Morning Starshine
The universe rings
With Milky Way music
Our blue planet sings.
Good Morning Starshine
And someday so strong
'll hear the song we sang
early morning singin' song!"
Novas peripécias ocorrem, enquanto a trupe arma um plano para tirar seu jovem amigo George, da base militar com o fim de propiciar - ao engajado soldado - um último momento de amor com sua jovem
namorada.
Assim, Claude, que tanto valor dava aos seus longos cabelos hippies - envolvendo-se em grandes confusões e considerações filosóficas a fundamentar o seu direito de ter os cabelos do tamanho que
desejasse - vê-se na frente de uma tesoura, enquanto seus cabelos são cortados rentes, ao estilo soldado, com o fim de que Claude possa 'substituir' George - por uma a duas horas - ocupando o seu
lugar na base militar, logrando êxito nessa empreitada. Vê-se, aqui, na expressão de Claude, a demonstração de seu enorme amor fraternal, ao cortar os cabelos (hair, em inglês, e que dá
título ao filme) e, pacifista que era, adentrar em uma base militar com o fim de substituir o amigo por algum par de horas.
No entanto, enquando o jovem soldado George permanece fora da base militar em deleites de amor com a sua linda namorada, o comando militar adentra ao alojamento dos soldados - onde encontra-se
Claude - e profere ordens de embarque imediato para o front de batalha em território estrangeiro, embarcando o 'desorientado' Claude, juntamente com o batalhão inteiro da base militar em
enormes aviões cargueiros militares, onde adentram todos como se fossem uma mera carga.
Assim, quando o jovem soldado George retorna à base militar para reassumir seu lugar na tropa, seu rosto começa a expressar nuances de desespero, ao ir percebendo, paulatinamente, a ausência de
soldados no campus militar. Expressão que toma seu auge ao adentrar em seu alojamento e constatar o imenso vazio e abandono do mesmo. Enquanto George sai, em desabalada carreira, rumo ao
aeroporto da base militar, a sua expressão de desespero vai transformando-se em desânimo e constatação do inevitável: Claude embarcara, rumo ao front, em seu lugar. No mesmo momento em que
o jovem soldado inicia a desabalada carreira descrita acima, Claude e os soldados são embarcados no avião cargueiro militar.
O desespero e desorientação que se percebe na face do pacifista Claude, enquanto se desenvolve o último ato da ópera-rock, ao som do belíssimo rock "Let The Sunshine In" - é um dos
momentos mais belos e grandes do filme "Hair - The Movie". Um ato que transcende o filme de poesia absoluta, pura, indelével e que permanece na mente do espectador, por todas as décadas
posteriores de sua vida: Os soldados adentrando, feito gado embarcado, enquanto cantam, todos, em tom grave e especial, a música "Let The Sunshine In", belíssima - não canso de repetir - e
seu refrão "I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... " acompanhados de um desesperado Claude.
A cena indelével na mente de quem assistiu Hair - The Movie, é a tropa toda, qual uma "manada", desaparecerem no escuro compartimento de carga do avião, e o último suspiro de Claude... Seu
último cântigo: "I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's me... That's me... That's me...!"
Tem mais uma cena, no final...
Toda a trupe reunida, liderada agora por George, em trajes hippies, cabelo comprido, reunidos num cemitério-parque, junto ao túmulo de Claude (com a lápide escrita "George").
Trocaram seus destinos, George e Claude... Literalmente!.
Hair - The Movie Vídeo: Manchester England & Let The Sunshine In
Áudio em inglês, sem legendas
Hair - The Movie
Vídeo: Let The Sunshine In Áudio em inglês, sem legendas
Áudio: Inglês, sem legendas
"We starve-look * At one another * Short of breath * Walking proudly in our winter coats * Wearing smells from laboratories * Facing a dying nation * Of moving paper fantasy * Listening for
the new told lies * With supreme visions of lonely tunes * * * Somewhere * Inside something there is a rush of * Greatness * Who knows what stands in front of * Our lives * I fashion my future on
films in space * Silence * Tells me secretly * Everything * Everything *** Manchester England England * Manchester England England * Eyes look your last * Across the Atlantic Sea * Arms take your
last embrace * And I'm a genius genius * And lips oh you the doors of breath * I believe in God * Seal with a righteous kiss * And I believe that God believes in Claude * Seal with a righteous
kiss * That's me, that's me, that's me * The rest is silence * The rest is silence * The rest is silence *** [Singing] *** Our space songs on a spider web star * Life is around you and in you *
Answer for Timothy Leary, dearie *** Let the sunshine Let the sunshine in * The sunshine in Let the sunshine * Let the sunshine in * The sunshine in * Let the sunshine * Let the sunshine in * The
sun shine in..." See Sinopse of HAIR THE MOVIE
Hair - The Movie Vídeo: Manchester England & Let The Sunshine In Áudio: Inglês, sem legendas "We starve-look At one another Short of breath Walking proudly in our winter coats Wearing
smells from laboratories Facing a dying nation Of moving paper fantasy Listening for the new told lies With supreme visions of lonely tunes Somewhere Inside something there is a rush of Greatness
Who knows what stands in front of Our lives I fashion my future on films in space Silence Tells me secretly Everything Everything Manchester England England Manchester England England Eyes look
your last Across the Atlantic Sea Arms take your last embrace And I'm a genius genius And lips oh you the doors of breath I believe in God Seal with a righteous kiss And I believe that God believes
in Claude Seal with a righteous kiss That's me, that's me, that's me The rest is silence The rest is silence The rest is silence [Singing] Our space songs on a spider web sitar Life is around you
and in you Answer for Timothy Leary, dearie Let the sunshine Let the sunshine in The sunshine in Let the sunshine Let the sunshine in The sunshine in Let the sunshine Let the sunshine in The sun
shine in..."
É, meu amigo leitor...
Naqueles tempos quando o filme foi lançado nos cinemas do Brasil, aqui imperava ainda o regime militar instituído pela "Redentora"(?). Estava nos seus extertores finais,mas ainda imperava.
Você dificilmente saberá o que é viver num regime militar... Os horrores, o militarismo arrogante, adentrando nas residências, num regime de exceção, onde estudantes eram torturados no pau-de-arara
por mera ideologia política divergente.
Ou eram presos, em Recife, estudantes ou turistas, apenas por tirar uma foto em alguma praça... Se naquela praça houvesse um quartel!
É... Então você também não deverá saber que o filme Hair - The Movie foi lançado no Brasil com cortes e censurado... E que eu, ainda menor de idade, fui barrado na entrada do cinema, em
Recife, por não ter idade suficiente para assistir o que hoje todo mundo vê na internet. Aliás, se a internet existisse naquele tempo, seria bloqueado o acesso no Brasil.
Bons tempos aqueles... E que não retornem, jamais. Amém:
"I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's me, that's me, that's me!"
Good Morning 'Sasha' in Starshine! (I now, the correct letter says: Good Morning Starshine) Hair - The Movie "I Believe in God... And I believe that God believes in Claude... That's me, that's me, that's me!" Sinopse by
Lustato Tenterrara
Uma Crônica, à guisa de Sinopse Hair - The Movie Vídeo:
Trailer do filme
:
Lustato Tenterrara
é verbete da Coletânea de Escritores Brasileiros Contemporâneos, org. Adrião Neto, 1999;
É pseudônimo de Luiz Carlos Carvalho de Melo;
Escritor
Inscrito na União Brasileira de Escritores, Seccional do Piauí, sob o n